
Ser ou Estar – qual a diferenças!
“Eu sou assim.” Talvez seja uma das frases mais perigosas que podemos dizer sobre nós próprios. Sou inseguro. Sou ansioso. Sou infeliz. Sou um fracasso. Sou uma pessoa complicada. Sou incapaz de mudar. Quantas vezes repetimos estas frases sem perceber que, pouco a pouco, deixamos de descrever aquilo que estamos a viver e começamos a definir aquilo que acreditamos ser?
Mas há uma diferença que pode mudar tudo: ser não é o mesmo que estar.
Podemos estar tristes sem sermos pessoas tristes. Podemos estar perdidos sem sermos pessoas perdidas. Podemos estar com medo sem sermos cobardes. Podemos estar a atravessar uma fase de fracasso sem sermos um fracasso.
O problema começa quando transformamos um momento numa identidade.
Porque aquilo que dizemos repetidamente sobre nós próprios tende a tornar-se aquilo que esperamos de nós próprios. E aquilo que esperamos condiciona as nossas escolhas, os nossos comportamentos e até aquilo que acreditamos ser possível.
Se digo “sou incapaz”, para quê tentar?
Se digo “sou assim”, para quê mudar?
Se digo “nunca vou conseguir”, talvez nem chegue a dar uma verdadeira oportunidade a mim próprio.
Uma palavra pode parecer insignificante. Mas uma palavra repetida durante anos pode transformar-se numa convicção.
E talvez seja aqui que esteja uma das maiores armadilhas humanas: confundirmos aquilo que estamos a viver com aquilo que somos.
Imagine alguém que falhou num projeto e diz: “Eu sou um fracasso.” Mas será que falhar significa ser um fracasso? Ou significa apenas que, naquele momento, alguma coisa não correu como esperava?
Imagine alguém que termina uma relação e afirma: “Eu sou infeliz.” Será que a tristeza daquele momento define toda a sua existência?
Ou alguém que sente medo e conclui: “Eu sou cobarde.” Talvez esteja simplesmente diante de algo que ainda não aprendeu a enfrentar.
Não somos uma fotografia. Somos uma história em movimento.
Aquilo que sentimos hoje pode mudar. Aquilo que pensamos pode ser questionado. Aquilo que fazemos pode ser aprendido de outra maneira. E, sobretudo, aquilo que acreditamos ser pode não ser uma sentença definitiva.
Talvez por isso valha a pena trocar uma pequena frase.
Em vez de dizer “eu sou assim”, experimentar perguntar:
“Eu estou assim… mas quero continuar assim?”
Esta pergunta muda tudo.
Porque enquanto “sou” pode fechar uma porta, “estou” deixa uma janela aberta.
E talvez a verdadeira liberdade comece precisamente aí: quando percebemos que não somos obrigados a permanecer para sempre na versão de nós próprios que construímos ontem.
Não confunda o lugar onde está com o lugar onde pode chegar.
Porque estar é um momento. Ser é aquilo que escolhemos construir ao longo da vida.
Bem hajam,
Saiba mais informações sobre a nossas formações:

Advanced Master, Practitioner e Trainer em Programação Neurolinguística
Psicopedagogo, Consultor Empresarial, Executive e Life Coach