Lembra-se da história de Isaac Newton e da maçã? Por vezes, as grandes revelações surgem dos lugares mais inesperados. O mesmo acontece com as nossas emoções — especialmente a ansiedade.
Tendemos a encará-la como algo a eliminar. No entanto, como afirmou Carl Jung:
“Aquilo a que resistimos, persiste.” Quanto mais tentamos afastar a ansiedade, mais força ela parece ganhar. E se, em vez disso, a ansiedade fosse um sinal? Um convite à compreensão?
Viktor Frankl disse que entre o estímulo e a resposta existe um espaço — e é nesse espaço que reside a nossa liberdade. A ansiedade vive precisamente aí. Não é o problema; é o mensageiro.
No mundo moderno, as ameaças raramente são físicas. A ansiedade tornou-se um barómetro emocional, indicando pressão interna, desalinhamento ou algo importante que exige atenção. Não se trata de eliminá-la, mas de a calibrar.
A Lei de Yerkes-Dodson mostra que o desempenho melhora com um certo nível de ativação: pouca ansiedade conduz à apatia; demasiada, à paralisia. O ponto ideal é essa tensão moderada que motiva e aguça o foco.
Não é por acaso que ansiedade e excitação se parecem tanto. Ambas ativam os mesmos mecanismos biológicos. A adrenalina aumenta a atenção. O cortisol mobiliza energia. O corpo não está a falhar — está a preparar-se. Da próxima vez que a ansiedade surgir, experimente reavaliá-la. Em vez de pensar “algo está errado”, diga a si próprio:
“O meu corpo está a preparar-se para algo importante.”
Muitos artistas, atletas e profissionais de elevado desempenho sentem ansiedade antes de momentos decisivos. A diferença não está na ausência de ansiedade, mas na capacidade de a canalizar. Quando isso acontece, entramos no estado de fluxo — foco total, clareza e acção.
A ansiedade funciona também como um despertador interno. Sinaliza que algo relevante está em jogo: um valor, uma decisão, um risco ou uma mudança necessária. Ignorá-la é perder a mensagem. Como escreveu Epicteto: “O homem sofre mais pelas ansiedades imaginadas do que pelos problemas reais.”
E se a ansiedade fosse uma bússola da felicidade? Um mecanismo evolutivo que aponta para o que realmente importa, para onde há crescimento e significado?
Sempre que ela surgir, pergunte-se: “O que é que isto me está a tentar mostrar?” Talvez não seja um obstáculo, mas um guia. Talvez não seja um inimigo, mas um aliado mal compreendido.
A felicidade, afinal, pode não estar na ausência de ansiedade, mas na capacidade de a escutar, compreender e transformar em movimento.
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Psicopedagogo, Consultor Empresarial, Executive e Life Coach