31 Mai, 2020

Hábitos mentais que causam negatividade (parte 2)

31 Mai, 2020

Cada vez mais é sabido que a forma como interpretamos os acontecimentos, os pensamentos que passam pela nossa cabeça e as explicações que damos sobre como é que funciona o mundo, afetam-nos diretamente. É claro que ninguém se quer tornar numa pessoa negativa, e é normal que perante momentos mais difíceis, possa surgir uma visão mais “negra” da realidade. Então, mesmo perante adversidades, se quer ter uma visão mais esperançosa e otimista, veja se consegue diminuir estes hábitos mentais e a partir daí, faça o que tem de fazer para melhor viver a sua vida:

4. Olhar para os outros e considera-los sempre melhores.

A tendência que desenvolvemos desde pequeno de nos compararmos com os outros, pode ser umas das principais causas do negativismo, nomeadamente, quando tendemos a avaliar-nos sempre de forma inferior, ou a admirar secretamente as habilidades ou forma de ser dos outros.

Naturalmente que por trás desta tendência, quase que inevitável, poderão estar alguns complexos de inferioridade, sendo estes os principais causadores da nossa perceção diminuída de nós mesmo.

Lembre-se, cada um tem o seu valor e as suas habilidades, e o facto de alguém aparentar mais sucesso ou felicidade, não significa que seja superior, nem mesmo nós sermos inferiores. Talvez em termos de resultados, sejam bem diferentes, bem como a forma como cada um vive a sua vida, independentemente desses mesmos resultados ou habilidade distintas das nossas.

Examine a forma como realmente olha para os outros e seja um admirador dessas mesmas habilidades e também merecedor desses mesmo resultados. Desta forma irá evitar uma carga negativa, deixando de se autocriticar de forma diminuída.

5. Ver tudo negro.

Este é outro hábito que muitas vezes leva ao negativismo e que significa acreditar que a realidade nunca irá melhorar.

A desesperança pode ser particularmente perigosa, colocando-nos risco de depressão e muitas vezes suicídio.

encontramos crenças negativas sobre a realidade, tais como: “Não tenho jeito nenhum”, “nunca conseguirei pagar as minhas despesas” e “o mundo é um lugar mau e está cada vez pior” – estas crenças pode levar a cegueira da perceção e consequentes desordens emocionais significativas.

Acreditar que a vida será uma trajetória descendente e que tudo irá culminar na doença e morte, poderá levar-nos a um padrão de pensamento negativo. É claro que é uma das coisas mais certas na vida, tal como é a “mudança” e naturalmente, toda a nossa vida irá ter altos e baixos.

Desenvolva o hábito de imaginar as coisas harmoniosas e belas que existem na realidade e a partir dai sentir a serenidade e a paz.

6. Acreditar que não tem qualquer controle na sua vida.

Em termos simples, é a crença de que não “vale a pena”, pois por mais que esforce, tudo irá voltar ao mesmo. Martin Seligman, chama-lhe “o desamparo aprendido”, que é a crença de que não temos controle sobre as nossas situações, mesmo nos casos em que temos, e assim convencemo-nos de que não devemos sequer tentar.

Ora, neste caso, existe uma correlação com a depressão e, para algumas pessoas, surgiu de facto numa altura em que realmente perdem algum controle sobre as suas vidas.

Quando esta crença persiste, então passamos a negar o nosso potencial de dominar a nossa mente e o nosso potencial emocional para melhorar as nossas vidas. Passamos então a olhar o mundo como um lugar intrinsecamente desmoralizante, convencendo-nos de que nada podemos fazer para mudar a realidade.

Desta forma, podemos estar a subestimando a nossa capacidade de sair desse emprego que já não aguenta, de encontrar um parceiro que o trate bem ou desenvolver uma solução pacífica para o desentendimento com o irmão que dura a anos.

Liberte-se então desta crença, pois quanto mais sentimos que somos nós que conduzimos a nossa própria vida, mais podemos construir uma vida melhor e que nos convém.

(continua…)


programação neurolinguística

MIGUEL FERREIRA

Consultor | Formador | Advanced Master, Practitioner e Trainer em Programação Neurolinguística

Licenciado em Psicopedagogia, Especializado em Psicologia Clínica e da Saúde

Executive e Life Coach

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