Breve História da PNL

Breve História da PNL
Anthony Robbins

Hoje, a PNL é considerada a essência de muitas abordagens para a comunicação e para a mudança. Popularizada por Richard Bandler, John Grinder, Anthony Robbins, Robert Dilts, John Bradshaw e outros, módulos de PNL inseriram-se nas formações de vendas, comunicação, ensino e conversas diárias.

Quando alguém fala de Modelagem da Excelência Humana, ficar em forma, criar rapport, criar um futuro atraente ou quão “visual” é, está a usar conceitos da PNL.

E cada vez mais a PNL está a tornar-se conhecida. O facto é que, um pouco de conhecimento pode ser perigoso, ou pode não significar nada. Saber sobre a Modelagem da Excelência Humana é muito diferente do que ser capaz de fazer isso. Saber um pouco de PNL é diferente de ter a hipótese de experiência-la.

Naquela época (anos 70), turmas da faculdade e os grupos noturnos conduzidos por Grinder e Bandler estavam a atrair um número crescente de alunos ansiosos por aprenderem esta nova tecnologia de mudança. Nos anos seguintes, vários deles, inclusive Leslie Cameron-Bandler, Judith DeLozier, Robert Dilts e David Gordon dariam importantes contribuições próprias à programação Neurolinguística.

Oralmente, esta nova abordagem de comunicação e mudança começou a  espalhar-se por todo o país (E.U.A). Steve Andreas, na época, um conhecido terapeuta da Gestalt, deixou de lado o que estava a fazer para estudá-la. Rapidamente, decidiu que a PNL era uma novidade tão importante que, junto com a mulher e sócia, Connirae Andreas, gravou os seminários de Bandler e Grinder e transcreveu-os em vários livros. O primeiro, Sapos em Príncipes, tornaria-se o primeiro best-seller sobre PNL. Em 1979, um extenso artigo sobre PNL foi publicado na revista Psychology Today, intitulado “People Who Read People”.

Bandler e Grinder chegaram ao consultório/casa do Dr. Milton Erickson em Phoenix, no Arizona, para aplicar as suas técnicas de modelagem, recentemente desenvolvidas, ao trabalho do talentoso hipnotizador. A combinação das legendárias técnicas de hipnotização do Dr. Erickson e as técnicas de modelagem de Bandler e Grinder forneceram a base para uma explosão de novas técnicas terapêuticas. O seu trabalho junto com o Dr. Erickson confirmou que tinham encontrado uma forma de compreender e reproduzir a excelência humana.

Quando Richard Bandler ao Dr. Milton Ericson, para lhe pedir uma entrevista, foi o mesmo que atendeu. Embora Bandler e Grinder fossem recomendados por Gregory Bateson, Erickson respondeu que era um homem muito ocupado. Bandler reagiu dizendo, “Algumas pessoas, Dr. Erickson, sabem encontrar tempo“, enfatizando bem “Dr. Erickson” e as duas últimas palavras. A resposta foi, “Venha quando quiser“, enfatizando também as duas últimas palavras em especial.

Embora, aos olhos do Dr. Erickson, a falta de um diploma de psicologia fosse uma desvantagem para Bandler e Grinder, o facto desses dois jovens talvez serem capazes de descobrir o que tantos outros não tinham percebido deixou-o intrigado. Afinal de contas, um deles tinha-lhe acabado de falar, usando uma das suas próprias descobertas de linguagem hipnótica. Hoje conhecida como um comando embutido. Ao enfatizar as palavras “Dr. Erickson, encontrar tempo”, criara uma frase separada dentro de outra maior que teve o efeito de um comando hipnótico.

Na década de 1970, o Dr. Erickson já era muito conhecido entre os profissionais da medicina e sendo assunto de vários livros, mas poucos alunos conseguiam reproduzir o seu trabalho ou repetir os seus resultados. Dr. Erickson frequentemente era chamado de “curandeiro ferido”, uma vez que muitos dos seus colegas achavam que os seus sofrimentos pessoais eram responsáveis por se ter tornado num terapeuta habilidoso e mundialmente famoso.

Recuperando-se o suficiente para sair do pulmão de aço, re-aprendeu a andar sozinho, a observar a sua irmãzinha a dar os primeiros passos. Embora continuasse a precisar de muletas, participou numa corrida de canoagem antes de ir para a faculdade, onde acabou por se formar em medicina e depois em psicologia. As suas experiências e provações pessoais anteriores deixaram-no muito sensível à subtil influência da linguagem e do comportamento. Ainda a estudar medicina, começou a interessar-se por hipnose, indo mais além da simples observação de pêndulos e das monótonas sugestões de sonolência. Observou que os seus pacientes, ao lembrarem de certos pensamentos ou sensações, entravam naturalmente num breve estado semelhante a um transe e que esses pensamentos e sensações poderiam ser usados para induzir estados hipnóticos. Mais tarde, tornou-se conhecido como o pai da hipnose indirecta, podendo induzir um transe profundo apenas contando histórias.

O Dr. Erickson era uma pessoa tão excêntrica quanto Bandler e Grinder. Jovem e robusto fazendeiro de Wisconsin, na década de 1920, foi atacado pela poliomielite aos dezoito anos. Incapaz de respirar sozinho, ele passou mais de um ano deitado dentro de um pulmão de aço na cozinha da sua casa. Embora para qualquer pessoa isso pudesse ter o significado duma sentença de prisão, Erickson era fascinado pelo comportamento humano e distraía-se a observar como a família e os amigos reagiam uns aos outros, consciente e inconscientemente. Ele construía comentários que provocariam respostas imediatas ou retardadas nas pessoas à sua volta, o tempo todo aprimorando a sua capacidade de observação e de linguagem.

Ao procurar a essência da mudança nos melhores mestres que puderam encontrar, Bandler e Grinder questionaram o que mudar primeiro, o que era mais importante mudar, e por onde seria mais importante começar. Pela sua habilidade e crescente reputação, rapidamente conseguiram ser apresentados a alguns dos maiores exemplos de excelência humana no mundo, incluindo o Milton H. Erickson, M.D., fundador da Sociedade Americana de Hipnose Clínica, e amplamente reconhecido como o mais notável hipnotizador do mundo.

O que os diferenciava de muitas escolas de pensamento psicológico alternativo, cada vez mais numerosas na Califórnia naquela época, era a procura da essência da mudança. Quando Bandler e Grinder começaram a estudar pessoas com várias dificuldades, observaram que todas as que sofriam de fobias pensavam no objecto do seu medo como se estivessem a passar novamente pela experiência marcante. Quando estudaram pessoas que já se tinham livrado de fobias, verificaram que todas elas, agora pensavam na experiência de medo como se a estivessem a ver acontecer com outra pessoa, semelhante a observar um parque de diversões à distância. Com esta simples descoberta, mas profunda, Bandler e Grinder decidiram ensinar sistematicamente pessoas fóbicas a experimentarem os seus medos como se estivessem a observar as suas fobias a acontecerem com uma outra pessoa à distância. As sensações fóbicas desapareceram instantaneamente. Uma descoberta fundamental tinha sido feita. Como as pessoas pensam a respeito duma coisa faz uma diferença enorme na maneira como irão vivenciá-la (associada ou dissociada).

Encorajados pelos seus sucessos, passaram a estudar um dos grandes fundadores da terapia de família, Virginia Satir, e o filósofo inovador e pensador de sistemas, Gregory Bateson. Richard reuniu as suas constatações originais na sua tese de mestrado, publicada mais tarde como o primeiro volume do livro A Estrutura da Magia.

Bandler e Grinder tinham-se tornado uma equipe, e as suas pesquisas continuaram a ser feitas com determinação.

No inicio, nas noites de terça-feira, Richard Bandler conduzia um grupo de terapia Gestalt formado por estudantes e membros da comunidade local. Usava como modelo o seu fundador iconoclasta, o psiquiatra alemão Fritz Perls. Para imitar o Dr. Perls, Richard chegou a deixar crescer a barba, fumar cigarros atrás de cigarros e a falar inglês com sotaque alemão. Nas noites de quinta-feira, Grinder conduzia outro grupo usando os modelos verbais e não-verbais do Dr. Perls que vira e ouvira Richard a usar na terça. Sistematicamente, começaram a omitir o que achavam ser comportamentos irrelevantes (o sotaque alemão, o hábito de fumar) até descobrirem a essência das técnicas de Perls – o que fazia Perls ser diferente de outros terapeutas menos eficazes. Tinham iniciado a disciplina de Modelagem da Excelência Humana.

Descobrindo a semelhança dos seus interesses, decidiram combinar os respectivos conhecimentos de computação e linguística, assim como a habilidade para copiar comportamentos não-verbais, com o intuito de desenvolver uma “linguagem de mudança”.

A história da PNL é a história duma sociedade improvável que criou uma inesperada sinergia que resultou num mundo de mudanças. No início dos anos 70, o futuro co-fundador da PNL, Richard Bandler, estudava matemática na Universidade da Califórnia, em Santa Cruz. No princípio, ele passava a maior parte do tempo a estudar computação. Inspirado por um amigo de família que conhecia vários dos terapeutas inovadores da época, resolveu tirar o curso em psicologia. Após estudar cuidadosamente alguns desses famosos terapeutas, Richard descobriu que, repetindo totalmente os padrões pessoais dos seus comportamento, poderia conseguir resultados positivos similares com outras pessoas. Esta descoberta tornou a base para a abordagem inicial da PNL conhecida como Modelagem da Excelência Humana. Depois, encontrou o outro co-fundador da PNL, o Dr. John Grinder, professor adjunto de lingüística. A carreira de John Grinder era tão singular quanto a de Richard. A sua capacidade para aprender línguas rapidamente, adquirir sotaques e assimilar comportamentos tinha sido aprimorada na Força Especial do Exército Americano na Europa nos anos 60 e depois quando membro dos serviços de inteligência em operação na Europa. O interesse de John pela psicologia alinhava-se com o objetivo básico da linguística – revelar a gramática oculta de pensamento e acção.

Extraído do livro: PNL – A nova tecnologia do sucesso – Steve Andreas e Charles Faulkner

Para aprender mais sobre a aplicação prática da PNL, sugerimos que explore a Programação Neurolinguística (PNL).

Bem hajam e boas escolhas!

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MIGUEL FERREIRA
Consultor | Formador | Advanced Master, Practitioner e Trainer em Programação Neurolinguística
Psicopedagogo, Especializado em Psicologia Clínica e da Saúde | Executive e Life Coach

Membro fundador da APPNL – Associação Portuguesa de Programação Neurolinguística

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