16 Abr, 2020

A dádiva de uma mudança repentina

16 Abr, 2020

Uma oportunidade de questionar e refletir sobre o universo e a constante mudança. O mundo surpreende-nos num apelo à simplicidade do que é essencial, onde a natureza é respeitada e valorizada. O reconhecimento da fragilidade da Vida humana, enaltece o sentimento mais nobre, onde o amor universal, a compreensão, a solidariedade, a comunicação e a contribuição, impelem à transformação das partes em unidade. Essa contribuição para um Mundo melhor, manifesta-se pela coragem, força, motivação, criatividade, alegria e a esperança de fazer a diferença na nossa vida e na vida de alguém. A viagem torna-se maravilhosa pela superação e descoberta de um Ser especial e único que vive em amor, harmonia, abundância, tranquilidade e Paz.

“A maturidade é alcançada quando uma pessoa adia prazeres imediatos por valores de longo prazo”. Joshua Loth Liebman

A vida agitada da sociedade que criámos, incute-nos uma vida de consumo e de satisfação de curto prazo. A grande maioria passa a vida online. Alguns, definem objetivos ambiciosos vivendo em stresse e ansiedade para os alcançar, sem apreciar a caminhada. E outros tantos, condicionam-se pela “paisagem cultural” de um mundo exterior adotado, por desconhecimento de um mundo interior no essencial de si mesmo.

Quando dedicamos tempo de qualidade a qualquer contexto da vida, aprendemos a proteger o que é importante e significativo para nós; a definir prioridades; e fazer escolhas na utilização dos nossos recursos. (tempo e dinheiro).

O meu intuito é aprender a Ser melhor no que faço e como todos o podemos fazer.

O que importa não é o quão bons possamos ser hoje, e sim o quão bons nos podemos tornar amanhã. No futuro.

 


Descubra o essencial de si.

Quando observo o comportamento das pessoas perante situações adversas e complexas, penso no quanto as pessoas melhoram e aumentam os seus recursos internos através da sua determinação, esforço e resiliência. Existem outros, que perante as mesmas situações (e por vezes até com maior conhecimento e experiência que os primeiros), parecem estar no seu limite.

Sobre estes, colocam-se duas questões:

  • Como podem estes profissionais tornar-se melhor no que fazem?
  • Como se tornam excelentes?

Há duas linhas de pensamento:

  • uma visão pedagógica: estudamos, aprendemos, praticamos e formamos-nos.
  • E outra baseada na experiência: ir pelo mundo fora, avançando e construindo o nosso caminho sozinhos.

 


Porque deve ter um Coach. Partilho a minha Experiência.

Um profissional é alguém que consegue gerir o seu próprio aperfeiçoamento. Isso é uma abordagem que praticamente todos os profissionais aprendem. É assim que os médicos aprendem, os advogados, os cientistas e os músicos fazem. Um bom exemplo disto é o da lendária professora de Violino, Dorothy DeLay. Ensinou virtuosos músicos Midori, Shara Chang e Itzhak Perlman. Todos chegaram até si como jovens talentos e estudaram anos com ela. Diz que o seu trabalho principal foi inculcar nos hábitos de pensar e de aprender de forma a tornarem-se autónomos, sem necessidade dela depois de formados.

Uma visão oposta a esta, vem do desporto: “Nunca estamos bem” todos precisam de um Coach (treinador). Os melhores do mundo precisam de um Coach. Alguém que observe e dê feedback para melhorar a performance. Parece caricato…Competência significa “não precisar de um Coach”.

Afinal qual das visões está certa?

Aprendi que o Coaching nasceu no desporto norte americano com o objetivo de alcançar resultados extraordinários. Será que também se aplica a outros campos?

Numa conversa com Itzhak Perlman (virtuoso violinista e aluno de Doroty DeLay), questionaram-no sobre a razão pela qual os violinistas não tinham um Coach.

Ele respondeu: “eu não sei, mas eu tive sempre um. Teve sempre um? Sim, a minha mulher Toby”.

São ambos músicos. Itzhak e Toby formaram-se na The Juilliard School (escola superior de música) e Toby (sua mulher) deixou de ser concertista para ser Coach dele. Ela fica na plateia, observa e dá feedback inspirando e questionando-o sobre o que pode fazer diferente na próxima vez. Itzhak refere que isto foi crucial para se tornar na pessoa e profissional que é hoje.

Com isto, ocorre dizer que é difícil conseguirmos ser bem-sucedidos sozinhos. Precisamos reconhecer as nossas dificuldades/necessidades no caminho, ou se reconhecemos nem sempre sabemos solucioná-las. O resultado é que em algum momento paramos de melhorar.

Ao pensar sobre isto, percebi que foi o que me aconteceu em 2009. Comecei a trabalhar em mim desde essa altura e constatei a importância de ter um técnico a dar feedback e sugestões de melhoria. Em 2015, descobri que ao aplicar esse conhecimento e experiência no desenvolvimento de outras pessoas, a minha missão na mediação imobiliária, tornou-se evidente, incitando em mim o gosto pelo desenvolvimento contínuo através do Mindfulness, Inteligência Emocional, Coaching e PNL (Programação Neurolinguística). Entrei num processo de melhoria continua tornando-me na pessoa e profissional que sou hoje.

Duas questões se levantam:

– Será que isto é o melhor que posso Ser?

– Como posso fazer melhor o que já faço?

Contrate um Coach. Independentemente de optar por mim ou por outro profissional, este é seguramente o maior dos seus investimentos. No seu crescimento pessoal. Liberte-se do que o impede de avançar e alcance o que ambiciona.

“Caramba! Ele sacrifica a saúde para ganhar dinheiro. Depois, sacrifica o dinheiro para recuperar a saúde. E depois, está tão ansioso quanto ao futuro que não goza o presente; assim, não vive no presente nem no futuro; vive como se nunca fosse morrer e, depois morre sem nunca ter vivido”.

James J. Lachard

Se é profissional e parece estar no seu limite, ou parece estagnar, permita-me as seguintes sugestões: Recodifique-se.

VISUALIZAR O FUTURO – É onde aprendemos a garantir que as metas que perseguimos levam realmente à felicidade de longa duração.

Reserve tempo para si e experimente o Mindfullness. Aprenda a estar consigo e valorize a sua companhia. Simplesmente esteja presente nesse momento. Procure a natureza e usufrua de uma presença plena. Apele aos sentidos e deixe-se invadir pelo que sente, vê, ouve, cheira ou saboreia. Torne isso um hábito diário.

“Aprendi cedo a trabalhar e a brincar, A minha vida tem sido um longo e feliz feriado; Repleta de trabalho e repleta de brincadeira – Deixei a preocupação pelo caminho – E Deus foi bom para mim todos os dias”.

John Davison Rockefeller


Lanço-lhe um desafio com o seguinte exercício.

Depois de descobrir o essencial de si (leia o artigo que escrevi sobre o assunto) sugiro o seguinte exercício:

Transforme o seu mundo interior e questione-se sobre as três perguntas mais importantes, e quando colocadas na ordem correta, pode ajudá-lo a identificar um impulso na direção do que é realmente mais importante para si.

Não devemos fazer as coisas para sermos felizes. Devemos ser felizes para conseguir fazer as coisas.

Os objetivos finais consistem em seguir o coração e geralmente pertencem a uma de três categorias.

Primeira categoria:

Experiências – viemos ao mundo para experienciar tudo o que o mundo tem para nos dar. Precisamos sentir que a felicidade é diária pelas escolhas que fazemos. (o tempo e o dinheiro são o que proporcionam.)

Segunda categoria:

Desenvolvimento – Aprofunda a nossa sabedoria e consciência. (o desenvolvimento torna a vida uma interminável viagem de descoberta)

Terceira categoria:

Contribuição – Damos aos outros o que provem da riqueza de experiências e desenvolvimento acumulado. É a pegada especial que podemos deixar no mundo.

“Esqueça o dinheiro, pois se achar que o dinheiro é a coisa mais importante, vai passar a sua vida a desperdiçar por completo o seu tempo. Vai fazer coisas de que não gosta para continuar a viver – ou seja, vai continuar a fazer coisas que não gosta, o que é estúpido. É melhor ter uma vida curta e repleta do que gosta de fazer do que uma vida longa passada de uma forma miserável”.

Alan Watts

Exercício:

Faça as 3 perguntas mais importantes a si mesmo. Temporize 3 minutos para cada categoria. Isso permitir-lhe-á desligar a sua mente lógica e acionar a sua mente intuitiva e criativa (antes de aparecerem as crenças limitadoras que estraguem a festa). Pode realizar este exercício em 10 minutos.

Comece por manter as coisas simples. Sem pensar demasiado. Só precisa de algo para anotar as respostas.

(sim, pegue num papel e algo com que escreva)

Agora, pense nestas categorias em forma de perguntas.

AS TRÊS PERGUNTAS MAIS IMPORTANTES:

  • Que experiencias quero ter nesta vida?
  • Como me quero desenvolver?
  • Como quero contribuir?

PERGUNTA 1 – QUE EXPERIÊNCIAS QUERO TER?

Se o tempo e o dinheiro não fossem um problema e não tivesse que pedir permissão de ninguém, que tipo de experiência ansiaria?

(Aplicar aos contextos: relação amorosa, amizades, aventuras, ambiente)

PERGUNTA 2 – COMO QUERO DESENVOLVER-ME?

Para ter as experiências referidas anteriormente, como preciso de me desenvolver? Para que tipo de homem ou mulher preciso de evoluir?

(Aplicar aos contextos: Saúde e condição física; vida intelectual; aptidões, vida espiritual)

PERGUNTA 3 – COMO QUERO CONTRIBUIR?

Se tiver as experiências referidas anteriormente e me tiver desenvolvido desta forma excecional, como quero retribuir ao mundo?

(Aplicar aos contextos: Carreira; vida criativa, vida familiar; vida comunitária)

 


Depois do exercício concluído

Depois do exercício concluído retifique-o seguindo estes 7 passos:

  • Passo 1

Reveja as respostas dadas anteriormente.

  • Passo 2

Responda exaustivamente a esta pergunta, até não ter mais respostas:

Quando alcançar essa meta, serei capaz de ________e,_____e,______e,_____(etc)

  • Passo 3

Responda exaustivamente a esta pergunta, até não ter mais respostas:

Quando alcançar tudo isto, vou sentir-me ______e,______e,_____e,__________(etc)

  • Passo 4

Identifique os verdadeiros objetivos subjacentes à sua meta tendo por base as respostas às perguntas 2 e 3.

  • Passo 5

Compare esse objetivo com o objetivo inicial e pergunte:

Este objetivo inicial é a única/melhor forma de atingir estes objetivos?

Este objetivo inicial é suficiente para os alcançar?

Há uma forma mais eficaz?

  • Passo 6

Atribua uma escala de prioridades às suas respostas iniciando-a em 1, sendo 1 o mais importante.

  • Passo 7

Na escala de prioridades definida no passo anterior, foque-se nas 3 prioridades que classificou com 1,2 e 3.

 

“Quem tem mais de três prioridades, não tem nenhuma”. Stephen Covey

No final deste exercício é provável que tenha maior clareza sobre os seus reais objetivos finais. Algo de magnifico acontece quando o descobre. O nosso cérebro agarra-se ao que estamos a ver e a sentir.

“não consegue ligar os pontos olhando para a frente; só os consegue ligar olhando para trás. Por isso tem de confiar, que no futuro, os pontos, de alguma forma, se vão ligar. Tem de acreditar em alguma coisa – no seu instinto, destino, vida, carma, o que for -, pois acreditar que, mais adiante, os pontos se vão ligar, vai dar-lhe a confiança para seguir o seu coração, mesmo quando este o leva para fora do caminho conhecido, e isso fará toda a diferença”. Steve Jobs

Desenhe um Plano de Ação à medida dos seus Objetivos

Depois deste exercício, vamos ao plano de ação? Envie-nos um e-mail e partilhe connosco a experiência que teve ao descobrir o que o impulsiona a contactar-me para definir o seu plano de ação e alcançar o que ambiciona.

Invista na sua carreira, responsabilizo-me pela sua Formação.


CÉLIA ROQUE

Consultora | Formadora | Coach | Practitioner em Programação Neurolinguística

Especialista em Modelos de Negócios para Mediação Imobiliária

 

 

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